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Afecções
mais Comuns
Complexo Gengivite Estomatite Faringite
- CGEF
MV Alexandre Venceslau
- CRMV-SP 13557
O complexo gengivo-estomatite-faringite (C.G.E.F.) é
uma afecção encontrada especificamente nos felinos.
É
caracterizado por processo inflamatório da gengiva,
mucosas
oral e lingual, palato, fauces e faringe. De causa ainda
desconhecida, promove muita dor e desconforto aos gatos
acometidos.
Os sintomas mais comuns são:
- prostração;
- perda de apetite e peso;
- salivação intensa e espessa;
- halitose intensa;
- inflamação exacerbada da cavidade oral.
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Apesar de inúmeros estudos, o C.G.E.F. ainda não tem causa conhecida.
Vários fatores podem estar relacionados, como alterações nutricionais,
metabólicas, infecciosas. Atualmente, linhas de pesquisa têm
mostrado que alterações no sistema imunológico também
possam estar envolvidas no desenvolvimento da doença.
Acredita-se que distúrbios no funcionamento do sistema imunológico
possam levar às alterações encontradas nos gatos acometidos.
Uma das teorias diz que o sistema imunológico estaria reagindo
de forma "exagerada", ou seja, o organismo responde de forma
exacerbada perante a uma agressão não tão importante, que em
pacientes saudáveis não causaria maiores danos. Daí o
surgimento do processo inflamatório em toda a cavidade oral.
Outra linha de pensamento é justamente o oposto: o sistema imunológico
estaria funcionando de forma deficiente, ou seja, o organismo
estaria imunossuprimido, levando a uma situação em que patógenos
oportunistas causassem tamanho processo de destruição tecidual.
Seja qual for a causa, uma coisa é praticamente consenso: quem
desencadeia todo o processo seria a presença da placa bacteriana.
Desta forma, o controle da placa seria o tratamento eletivo.
Mas o problema encontra-se justamente aí; isso porque os animais
acometidos possuem uma sensibilidade maior que os saudáveis
à placa bacteriana, e sendo assim, a higienização não bastaria
ser apenas razoável; teria que ser 100% eficiente (o que é praticamente
impossível). Portanto, uma escovação que normalmente é realizada
em animais, que já não é fácil, principalmente se tratando de
felinos, não seria suficiente para o controle ideal da placa
bacteriana. Em alguns pacientes com acometimento de graus menos
avançados da doença, o controle é bastante satisfatório apenas
com escovação realizada em casa e profilaxias profissionais
realizadas freqüentemente.
Mas nos casos mais graves, somente a escovação não é suficiente,
e o tratamento que resolve boa parte dos casos é a extração
de todos os dentes distais aos dentes caninos do animal. Isto
porque não tendo os dentes, não há onde a placa bacteriana se
organizar, e desta forma, não há o suposto estímulo para o desenvolvimento
da doença.
Existem aqueles pacientes que mesmo com tratamentos mais radicais,
como a extração de todos os dentes da boca, ainda continuam
a desenvolver a doença, e nestes casos o tratamento medicamentoso
a base de corticóides pelo resto da vida é a única escolha.
Uma correta orientação e conhecimento desta enfermidade pode
oferecer ao paciente acometido pelo C.G.E.F. uma satisfatória
qualidade de vida.
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