Afecções mais Comuns
Persistência de Dentição Decídua

MV Alexandre Venceslau - CRMV-SP 13557

A persistência da dentição decídua é bastante freqüênte, principalmente em cães de pequeno porte. Raramente ocorre em gatos.

O diagnóstico é clínico e facilmente realizado. Pode ocorrer com um ou mais elementos dentais. Os dentes caninos são os mais comumente encontrados nessa situação, mas há casos em que todos os dentes decíduos estão presentes concomitantes com os permanentes.

Existem algumas divergências em relação a origem do problema. A primeira delas diz que a esfoliação do dente decíduo se dá devido à presença da cúspide do dente permanente que está se formando logo abaixo do ápice do decíduo, estimulando desta forma a rizólise do mesmo. Por este raciocínio, relata-se que por algum motivo a rizólise não ocorreu, e o dente permantente erupciona ao lado do decíduo, e por isso está fora da posição correta.

Mas também cogita-se a hipótese de o dente permanente já ter a informação genética para erupcionar em posição incorreta, e portanto, a cúspide do mesmo não irá estimular a rizólise do decíduo, fazendo com que este permaneça na cavidade oral.

De qualquer forma, tão logo o problema seja percebido, deve-se proceder à exodontia dos decíduos, pois a sua persistência pode levar a outros distúrbios na cavidade oral, como um agravamento no mal posicionamento dos dentes permanentes, bem como o desenvolvimento da doença periodontal localizada entre os dentes permanentes e os decíduos.

Ao contrário do que muitos preconizam, não se deve esperar o paciente completar um ano, ou esperar um poquinho mais para ver se o decíduo esfolie sozinho. O ideal é realizar a exodontia tão logo se perceba que o permanente esteja para erupcionar e o decíduo ainda se encontre na cavidade oral.



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